andar, nadar, correr cansa
só é bom pra ser feliz
pular que nem palhaço
sem cadaço pra pisar
o mundo é grande lá fora
e cá dentro também
mas tão chato ele é
que só sede me dá
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
zumbi
nenhuma voz reclama nem clama
por um dia comum por demais
me chama pra cama, me ama na lama
mantenha não um, mas dois pés atrás
é hora de se esconder
meter-se na grave
mania de errar
avante e distante
de todo para sempre
amém.
por um dia comum por demais
me chama pra cama, me ama na lama
mantenha não um, mas dois pés atrás
é hora de se esconder
meter-se na grave
mania de errar
avante e distante
de todo para sempre
amém.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
em minhas mãos
não posso cuidar
te devolvo quebrado
incapaz de colar
não deixo guardar
me envolvo cansado
incapaz de tentar
não posso ir nem voltar
incapaz de mover
um olho sequer
pra te enxergar
te devolvo quebrado
incapaz de colar
não deixo guardar
me envolvo cansado
incapaz de tentar
não posso ir nem voltar
incapaz de mover
um olho sequer
pra te enxergar
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
belo dia
belo dia para se dizer asneiras
passageiras, mensageiras, besteiras
a lua se retira e deixa núvens
rubras de vergonha ou falta dela
na cara.
passageiras, mensageiras, besteiras
a lua se retira e deixa núvens
rubras de vergonha ou falta dela
na cara.
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
Série Velhos Poemas: (DES)ILUSÃO
Destas tumbas por que passeio, acima moram clones,
Petrificando-me os pensamentos, que decerto afundam-se
N’última e primeira luz, cujo pó, deveras, não hei de tocar.
Ambicionava eu – e dentre fogos e folias – fugir-me
Pr´onde pudesse-ia ignorar ou aviltar, com pisos de cólera,
Putrefata terra onde se jazeria a Lei dos Homens.
Semelhante anseio que alimenta presente escritura
Possui-me – e de tamanho gosto – que declaro desistência,
N’outrora incogitável e pior medo, vê-se agora solução.
Defronte à queda de áspero pano, minh’alma grita!
Petrificando-me os pensamentos, que decerto afundam-se
N’última e primeira luz, cujo pó, deveras, não hei de tocar.
Ambicionava eu – e dentre fogos e folias – fugir-me
Pr´onde pudesse-ia ignorar ou aviltar, com pisos de cólera,
Putrefata terra onde se jazeria a Lei dos Homens.
Semelhante anseio que alimenta presente escritura
Possui-me – e de tamanho gosto – que declaro desistência,
N’outrora incogitável e pior medo, vê-se agora solução.
Defronte à queda de áspero pano, minh’alma grita!
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
amor
vejo o amor
nas besteiras da morte
e da vida que for
ele não é grande
ele não é forte
ele é pequeno e frágil
como aqueles que amam
nas besteiras da morte
e da vida que for
ele não é grande
ele não é forte
ele é pequeno e frágil
como aqueles que amam
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
vá devagar
nos meus sonhos
algo tenta ser real
porém me enganam
me jogam pro despertar
num trem...
tudo existe
se estiver em mim
tanto quanto
eu puder tocar.
algo tenta ser real
porém me enganam
me jogam pro despertar
num trem...
tudo existe
se estiver em mim
tanto quanto
eu puder tocar.
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